Informações para a família

Terapia Familiar

Durante o tratamento de recuperação para dependência química sempre nos deparamos com familiares com conhecimentos insuficientes sobre a dependência química para compreender a necessidade da participação no processo terapêutico e poder lidar satisfatoriamente com o problema.

Preconceitos, sofrimentos acumulados, furtos, negligências, vitimização, superproteção, agressões físicas e emocionais, culpas, raivas, privações, desesperos são sentimentos comuns observados na grande maioria dos familiares dos dependentes químicos que iniciam o tratamento. São sentimentos que dificultam ainda mais a situação familiar e trazem consequências diretas em todas as suas relações pessoais e, se não tratados devidamente, interferem negativamente no processo terapêutico.

O momento da internação de um dependente químico quase sempre traz não só ao próprio dependente, mas, principalmente à família, sentimentos de dúvidas, medo e insegurança – que geram muitos conflitos.

Assim sendo, no período de internação do dependente químico temos como um dos objetivos a conscientização das famílias sobre a seriedade da doença da adicção, a dificuldade de vivenciarem sozinhas situações tão destruidoras, e paralelamente, alertá-las sobre a importância da busca de mecanismos de ajuda adequados como: profissionais especializados, grupos de que as oriente e possam prepará-las para conviver adequadamente com esta doença. Caso contrário, a desordem estabelecida na família só irá se agravar.

Durante o tratamento do paciente na Clínica Grand House procuramos ajudar aos familiares a reavaliarem sua postura, conduta e posicionamento frente ao dependente químico.

Também incentivamos a família começar discutir seus (pré-) conceitos, melhorar a qualidade das relações interpessoais para criar uma real estrutura de suporte ao paciente que auxilie em sua reabilitação.

As famílias precisam lidar com mal-entendidos, defesas mal-estruturadas, estigmas e sua própria ausência de conhecimento em relação às diversas dimensões do problema da dependência de substâncias psicoativas.

Faz-se necessário que a família aprenda a não “sabotar” o processo de recuperação do paciente e até mesmo sua abstinência. Muitas vezes a própria família não se reestrutura para ver seu familiar recuperado, sente-se insegura sobre sua própria vida e acaba encontrando formas (muitas vezes inconscientes) de facilitarem a recaída do seu familiar! O que fazer agora com a sua vida se o seu familiar não precisa mais tanto de você? Este é um terrível engano, pois é neste momento que o dependente químico em recuperação mais necessita da família.

O paciente voltará ao lar após um período de recuperação e precisará encontrar um novo ambiente, ele ainda estará em recuperação, porém se o familiar não se tratou continuará com todos os comportamentos iguais, fragilizados, cheios de mágoa e dor.

A proposta de mudança de estilo de vida serve tanto para o paciente, como também para familiares que com ele convive já que objetivo é a recuperação de ambos.

Para isto é necessário, em alguns casos, que a família encontre, além do trabalho com grupos de ajuda, alternativas tais como: uma terapia individual, de casal e outras com o objetivo de facilitar a compreensão e aceitação não só da doença, mas das mudanças quem se fazem necessárias em seus próprios comportamentos.

Durante as reuniões de terapia familiar na Clínica Grand House as famílias encontram pessoas que vivenciam o mesmo problema e trocam experiências, sentimentos e aprendem como estas pessoas lidam com todas estas questões, acabam criando vínculos e muitas vezes até formam uma rede de apoio.

O tratamento familiar ajudará a família a resgatar aquilo que foi deixado para trás, a sua própria vida!